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Vereador nega testemunho de oferta de propina durante votação de cassação do prefeito em Piracicaba
O vereador Zezinho Pereira, do partido União Brasil, em Piracicaba (SP), negou ter presenciado uma oferta de propina relatada pelo vereador Paulo Campos, do Podemos. Campos afirmou durante uma reunião na Câmara Municipal que foi abordado no estacionamento da Casa de Leis e recebeu uma proposta para votar contra o pedido de cassação do prefeito Luciano Almeida, que não possui partido político.
Campos não revelou quem fez a proposta nem apresentou provas durante a reunião. Além disso, ele não respondeu às tentativas de contato da imprensa para esclarecer os detalhes do ocorrido. Em resposta, Zezinho Pereira emitiu uma nota na qual nega ter participado de um encontro no estacionamento da Câmara, onde a oferta de propina teria ocorrido. No entanto, ele acredita que possam ter ocorrido conversas individuais com o outro parlamentar.
O vereador Zezinho Pereira também mencionou ter participado de uma reunião convocada pelo prefeito, na qual o Chefe de Gabinete e o advogado estavam presentes. Segundo ele, o prefeito teria prometido atender apenas as demandas dos vereadores que votassem contra a cassação, considerando os votos contrários como oposição e não sendo atendidos. Zezinho Pereira afirmou que informou que não votaria a favor dos interesses do prefeito, baseando-se em uma enquete realizada com a população que concordava com a cassação.
Durante a sessão da Câmara Municipal, Paulo Campos criticou o governo municipal e mencionou ter recebido a proposta de propina no estacionamento da Casa de Leis. No entanto, ele não forneceu detalhes sobre quem teria feito a abordagem nem se registrou uma denúncia sobre o assunto. A Prefeitura de Piracicaba declarou que, se houver uma denúncia, o vereador deve formalizá-la na Justiça para que seja investigada.
A Câmara de Vereadores aguarda o posicionamento formal de Paulo Campos, com informações detalhadas sobre o ocorrido, para tomar as providências necessárias. A Secretaria de Segurança Pública informou que não encontrou nenhum registro relacionado ao caso na Polícia Civil, e o Ministério Público ainda não respondeu se irá investigar a declaração do vereador.






