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Preços da gasolina e do etanol caem em Piracicaba após redução anunciada pela Petrobras
Recentemente, o preço médio do litro da gasolina em Piracicaba, São Paulo, caiu R$ 0,21 após a Petrobras anunciar uma redução nos preços do combustível para as distribuidoras. Além disso, o etanol também apresentou uma queda de R$ 0,27 no mesmo período, devido a um excesso de oferta no mercado, de acordo com o sindicato do setor varejista.
Esses dados foram obtidos através da comparação das pesquisas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil (ANP) entre as semanas de 7 a 13 de maio (antes do anúncio de queda nos preços nas refinarias) e 21 a 27 de maio. O preço médio da gasolina na última semana foi de R$ 5,04, com o menor preço encontrado sendo R$ 4,88. Quanto ao etanol, o preço médio foi de R$ 3,65, mas o menor preço encontrado foi de R$ 3,45.
Segundo Augusto César Mafia, diretor da regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Recap), essa recente queda nos preços ainda é reflexo da política de preços anterior, antes do governo federal anunciar o fim da paridade de preço de importação (PPI). Ele afirma que os valores para o consumidor final já estão estabilizados e não devem cair ainda mais nos próximos dias.
Mafia explica que a redução nos preços repassados para os consumidores nos postos de combustível tem sido semelhante àquela realizada pelas distribuidoras. No entanto, ele ressalta que os reajustes não são exatamente iguais aos anunciados pelo governo, pois existem impostos, custos e margens que também influenciam nos preços.
Quanto ao etanol, Mafia afirma que a queda considerável se deve a um excesso de oferta no mercado, e não está diretamente relacionada ao preço da gasolina.
O diretor regional do sindicato alerta que o preço da gasolina pode voltar a subir a partir de 1º de junho, devido à implementação de um novo sistema de tributação com uma alíquota única de ICMS para todo o país. Isso poderia causar um aumento de aproximadamente R$ 0,26 a R$ 0,32 por litro de gasolina, a menos que a Petrobras intervenha reduzindo o preço do produto para compensar o impacto do aumento dos impostos nas bombas. No entanto, isso ainda é especulação.






